Veja como foi a degustação de vinhos e harmonização de pratos

Sommelier Fernando Diniz no Studio Garoto

Experiências além dos clássicos

Durante as degustações de vinhos realizadas no Studio Garoto não falamos somente das combinações clássicas, queremos levar os participantes a novas experiências, com vinhos importados e nacionais, mas sem perder de vista as tradições dos grandes rótulos.

 

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Dicas para todas as ocasiões do ano

Nos tempos antigos os reis e os nobres tinham o privilégio de beber os melhores vinhos, mas com o passar do tempo, os camponeses passaram a cultivar pequenos vinhedos para consumo próprio, tornando os vinhedos e os olivais riquezas das famílias. 

Certamente da Europa ao Oriente Médio as populações cultivavam uvas nativas que naturalmente se harmonizavam com as suas tradições e com a culinária local, surgindo assim, as combinações clássicas de vinhos e pratos que conhecemos hoje. 

Como em todas as artes, a alquimia de criar grandes vinhos tem possibilidades infinitas. Assim como uma melodia se harmoniza com as outras partes da música o vinho se harmoniza com diversos tipos de alimentos. 

Vejam alguns exemplos, normalmente na ceia de natal são servidos vários pratos quentes, além de outras opções frias à mesa, como panetones, frutas secas e doces. Comprar o vinho certo para combinar com todos os sabores pode ser um desafio, mas quem participou da nossa degustação não teve dificuldade para harmonizar os vinhos com a ceia de natal. 

Com a descontração de sempre do nosso sommelier e a interação dos participantes, as dicas vão valer para todas as ocasiões do ano.

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Descomplicando tudo

Para começar, pense naquele momento em que as pessoas vão chegando e o papo vai rolando descontraído acompanhado de alguns petiscos.

Quem não é de cerveja, vai preferir um vinho e nesse momento um branco seco ou um espumante é o ideal para começar. Não esquecendo a temperatura na faixa dos 10 graus para os brancos e espumantes.

Lembramos que as nossas degustações de vinhos não são um curso de Enograstronomia, por isso as informações e dicas são compiladas para tornar a escolha do vinho menos complicada para os nossos clientes..

Simples ou sofisticado, mas bem acompanhado

Carnes vermelhas

Os vinhos tintos com forte presença de taninos são mais complexos de combinar. Tanino é um composto natural encontrado nas sementes, cascas e folhas de frutas como uva, romã, maçã, cacau, cravo e outros vegetais. É o sabor amargo da semente e da casca da uva.

Os vinhos tintos jovens podem ter muito tanino, mas ficam mais suaves ao envelhecer. Equilibrar o tanino nos tintos, influência diretamente na textura, no corpo e na estrutura do vinho.

As carnes vermelhas grelhadas e até as ricas em molhos harmonizam com os vinhos tintos com intensidade de taninos.

As variedades mais conhecidas no Brasil ricas em taninos são o Cabernet Sauvignon, Tempranillo, Syrah e Tannat.

As variedades mais conhecidas no Brasil com menos tanino, portanto, com uma estrutura mais leve, são os Cabernet Franc, Carmenère, Pinot Noir, Merlot e Gamay.

Carnes brancas

Se a preferência for por vinho tinto, é importante pensar como será preparada a carne. Se for gralhada com molho forte, um vinho tinto encorpado, porém suave, é o indicado.

Carnes brancas grelhadas ou com molhos suaves harmonizam melhor com vinho branco seco ou espumante brut. 

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Para os tesouros do mar, sigam os Portugueses

Peixes

Normalmente os pescados costumam combinar melhor com vinhos brancos. Entretanto, o molho pode ser o elemento que vai mudar a sua escolha. Os portugueses preferem o vinho tinto para acompanhar o bacalhau, polvo, lula, atum fresco e sardinha assada. 

Mas para salmão e truta os brancos são a melhor opção. Se ainda restar dúvida prefira um rosé seco e fique tranquilo.

Frutos do Mar e Comida Asiática

Frutos do mar e comida asiática, não muito condimentada, combinam bem com os vinhos brancos, secos e de aroma forte. Os vinhos brancos de Portugal harmonizam perfeitamente com os tesouros do mar.

Queijos e Vinhos sempre discutindo a relação

Assim como os vinhos, os queijos apresentam muitas variedades de sabores. Algumas combinações de queijos e vinhos são espetaculares, mas outras podem não agradar.

Geralmente os queijos mais intensos, como o parmesão, pedem vinhos com mais tanino. Os queijos mais cremosos harmonizam melhor com os vinhos mais suaves ou doces.

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A combinação mais executada do planeta

Massas

Uma bela massa todo mundo gosta, por isso é uma das combinações mais escolhidas no planeta e para escolher o vinho quem manda é o molho.

Na Itália onde o macarrão é uma instituição, as combinações perfeitas já foram descobertas e se tornaram clássicas. Não existe uma rigidez nas harmonizações, mas certamente o clássico fettuccine ou tagliatelle, com molho a bolonhesa fica perfeito com um vinho Cabernet Sauvignon .

Então seguindo essa lógica dos Italianos, os molhos com tomate e carne pedem um vinho tinto leve. As massas com molho branco, cremoso, de queijo ou com frutos do mar pedem um vinho branco ou um espumante brut.

Lembrando que aqui estamos dando as linhas gerais para se iniciar uma escolha. O refinamento e as sutilezas vão depender de onde você estiver. 

Por exemplo, se estiver em um restaurante na Itália ou pensando em fazer uma massa com molho à base de tomate, um tinto da região de Chianti na Itália é certeza de sucesso.

A hora perfeita para um vinho do Porto

Sobremesa

Seja qual for a refeição, simples ou sofisticada, mas se for bem acompanhada do vinho que lhe foi possível por à mesa, isso é um momento gratificante e de agradecimento.

Mas tudo fica mais alegre quando chega a hora de uma deliciosa sobremesa. É a hora perfeita para um vinho doce como um vinho do Porto.

Para falar somente sobre os vinhos do Porto seria necessário reservar mais um encontro no Studio Garoto.

Por hora vamos falar do básico, o principal é que eles são maravilhosos e destacam-se pelo elevado teor alcoólico, até 22%, doçura, cor e aroma.

O vinho do Porto é um vinho fortificado feito exclusivamente com uvas da Região do Douro, no Norte de Portugal.

Os principais tipos são o Porto Ruby e Porto Tawny.

O Porto Ruby, é o vinho mais jovem, com idade entre três e cinco anos, com uma cor que justifica o nome e um aroma intenso. É perfeito para acompanhar tortas doces, mousse de chocolate, frutas secas, chocolates e tiramisù.  

O Porto Tawny, é feito com as mesmas uvas tintas, porém é menos encorpado e com cor mais suave. Com idade entre dois e três anos em pipas de madeira, é um pouco mais suave se comparado com o Ruby. Combinam com sobremesas que levam chocolate meio amargo e frutas silvestres.

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Dicas além do rótulo

A vedação perfeita

Em nossos encontros falamos também de outros aspectos importantes referentes ao vinho, que podem deixar dúvidas no consumidor ao escolher um vinho na prateleira, como as rolhas e outros tipos de vedações das garrafas.  

É verdade que a tradição nos leva a pensar que os grandes vinhos só podem ser vedados com as clássicas rolhas maciças. Particularmente abrir uma garrafa de vinho com rolha é um momento de conexão com o produtor e com a história milenar do vinho. Para alguns são minutos transformados em cerimônia e para outros as rolhas viram objeto de decoração e principalmente de recordação de bons momentos da vida.

 Contudo, é preciso um pouco mais de informação e abrir a mente para as novas tendências da vinicultura mundial.

 Existem vários tipos de vedação para garrafas de vinho, a mais conhecida é a rolha de cortiça, extraída da casca de uma árvore chamada sobreiro, encontrada em Portugal, que é o maior fabricante de cortiça do mundo. A árvore leva 25 anos para entregar a primeira casca e depois a cada nove anos. 

Durante séculos a rolha de cortiça tem sido a melhor vedação para o vinho, pois além de ser natural, tem aderência, elasticidade e permite a oxigenação do vinho, dando longevidade à bebida. O ponto fraco é que a rolha pode ressecar e pode ser atacada por fungos e bactérias, que podem provocar mofo e odor desagradável estragando o vinho. 

Entre as rolhas de cortiça, existem as rolhas feitas com a cortiça moída e aglomeradas com cola, são feitas a partir das sobras da cortiça maciça e são também mais baratas para a indústria. As rolhas de champagne levam os dois tipos de cortiça, na cabeça vão as aglomeradas rígidas para segurar e no corpo as maciças para proteger a qualidade da bebida. 

As rolhas sintéticas estão no mercado há pelo menos 25 anos e chegaram causando desconfiança. Elas ganham das rolhas de cortiça pelo custo e por não ajudarem na proliferação dos fungos e bactérias. Por outro lado, as rolhas sintéticas não oxigenam o vinho e sua durabilidade não é comprovada, sendo usada em vinhos com até cinco anos. 

A tampa de rosca feita em metal e com revestimento interno de plástico, também conhecida como screwcap, chegou para quebrar paradigmas. As vinícolas de países como Austrália, Estados Unidos, Nova Zelândia , África do Sul, Chile e Brasil estão utilizando e pesquisando este tipo de vedação. 

A screwcrap agrega algumas vantagens, como ser quase impossível a contaminação por fungos e bactérias, não precisar de saca rolha, fácil manuseio pois a garrafa pode ser armazenada em pé, o baixo custo de produção e o material pode ser reciclado. 

As tradições vão permanecer, mas é inegável que a tecnologia irá agregar cada vez mais mudanças no mundo do vinho. Hoje não se pode mais descartar um rótulo simplesmente porque a rolha não é de cortiça maciça, é possível encontrar vinhos de qualidade com tampa screwcap. Portanto, cada caso é um caso.  

Por isso, se você tiver alguma dúvida venha até a loja da Garoto Atacado e fale com o Paulo Reva, nosso expert em bebidas ou com o nosso sommelier Fernando Diniz. Se preferir envie-nos uma mensagem pelo site, que termos prazer em atender.

 

Judson Alves